Economia

Ações da Puma disparam 16% com rumores de OPA do gigante chinês Anta Sports

A entrada de capital chinês na Puma pode comprometer a independência de uma marca europeia icónica, num momento em que a Europa deve proteger os seus ativos estratégicos.

28 de novembro de 2025
Ações da Puma disparam 16% com rumores de OPA do gigante chinês Anta Sports

Ações da Puma disparam 16% com rumores de OPA do gigante chinês Anta Sports

As ações da Puma dispararam até 16% esta quinta-feira em Frankfurt, após notícias de que o grupo chinês Anta Sports, proprietário da Fila, está a estudar uma oferta de aquisição pela marca alemã de desporto. Segundo a Bloomberg e a Euronews, este interesse surge num contexto de reestruturação da Puma, que enfrenta abrandamento no crescimento das vendas pós-pandemia.

O clã Pinault, acionista maioritário da Puma e dono de marcas de luxo como a Gucci, pode opor-se ao negócio, representando um potencial obstáculo. A Anta Sports, um dos maiores grupos desportivos da China, procura expandir a sua presença global através de aquisições estratégicas.

Esta movimentação reflete a crescente influência económica chinesa no setor desportivo europeu, levantando questões sobre a soberania de ativos patrimoniais. Num panorama de tensões geopolíticas, a Europa deve vigiar de perto estas operações para salvaguardar a sua independência industrial.

O salto de cerca de 14% nas ações, impulsionado pelo otimismo dos investidores face a uma possível transação bilionária, mas sublinham os desafios estruturais da Puma no pós-Covid.