Política

25 de Novembro: Rosas Brancas Contra Cravos Vermelhos

A Direita Resgata a Verdadeira Democracia

25 de novembro de 2025
25 de Novembro: Rosas Brancas Contra Cravos Vermelhos

25 de Novembro: Rosas Brancas Contra Cravos Vermelhos

O cinquentenário do 25 de Novembro de 1975 explodiu em polémica antes mesmo de começar. Parada militar na Praça do Comércio, sessão solene no Parlamento idêntica à do 25 de Abril mas sem feriado. Marcelo Rebelo de Sousa propôs elevar Ramalho Eanes a marechal, recordando que "sem Novembro, não haveria Constituição". A direita aplaudiu; a esquerda boicotou, acusando o Estado de "reescrever a História" para menorizar a Revolução dos Cravos.

Foi André Ventura quem roubou a cena. O líder do Chega retirou os cravos vermelhos do púlpito e declarou, sem rodeios: "O dia é de rosas brancas." O simbolismo era cru e intencional, cravos para o caos revolucionário do PREC, rosas para a estabilização moderada que travou a deriva comunista. O PSD devolveu os cravos ao lugar, gritando que a data "é de todos", mas o gesto de Ventura já tinha ecoado. A mensagem ficou: a esquerda radical, responsável pela violência daqueles meses, não pode ditar a narrativa nacional.

Os media mainstream, como seria de esperar, focaram-se nas fraturas. O PCP esteve ausente, o PS participou mas criticou a comissão "apartidária" composta apenas por PSD, IL e Chega. Vasco Lourenço chamou-lhe "palhaçada". Historiadores debateram se a data é "difícil de comemorar" mas reconheceram que foi essencial para derrotar a extrema-esquerda armada. A Marcha dos Audazes homenageou os militares mortos, ignorando a guerra política que a esquerda ainda trava contra a memória desse dia.

A verdade é simples: o 25 de Novembro parou o comunismo armado e salvou Portugal da órbita soviética. Sem ele, adeus eleições livres, adeus Europa. A esquerda chora o "sonho revolucionário" perdido. A direita, com rosas brancas na mão, celebra os heróis anónimos que evitaram a guerra civil.

Ventura acertou no essencial: chegou a hora das cores certas, não dos mitos vermelhos. Portugal precisa disto — memória sem vitimismo, história sem romantização do totalitarismo.

Viva o 25 de Novembro. O dia que nos fez nação, não utopia falida.